Análise: Extinção – Muito além de um filme B de invasão alienígena

Atualmente a Netflix anda investindo no ramo de ficção científica se tornando uma espécie de “locadora virtual” para tal estilo seja exibindo filmes que saíram diretamente para VHS ou comprando algum filme que foi dispensado por um grande estúdio de Hollywood, com Extinção não foi diferente, a produção originalmente era da Universal Pictures e seria lançada para os cinemas no segundo semestre de 2018 mas o estúdio jogou o filme pela metade no limbo afirmando que a produção não daria retorno para o mesmo (alguma fontes afirmam que o estúdio encontrou problemas financeiros) e então super Netflix pegou um caminhão de dinheiro, jogou na porta da Universal Pictures e comprou o filme.

“Aaaaaaah apenas mais um filme de invasão”

Extinção conta a história de Peter vivido por Michael Peña (aqui temos o ator brilhante em cenas na qual a carga dramática é intensa provando que ele pode ser muito além de um simples coadjuvante clichê como o seu personagem Luis em Homem Formiga) que é um homem assombrando por constantes pesadelos sobre uma grandiosa invasão alienígena que assola o planeta Terra o fazendo ter problemas com sua família, amigos e no emprego, mas quando a invasão de fato acontece ele vê seus pesadelos se tornarem realidade e a busca pela sobrevivência de quem ele ama se torna seu principal objetivo.

Em 50 minutos de trama o filme nos brinda com o mais maravilhoso clichê de filmes B de invasão espacial, com naves em larga escalas caindo do espaço destruindo tudo pela frente e alienígenas malvados metendo bala em tudo e todos sem perdão e Peter no meio desse caos com sua esposa e filhas tentando escapar utilizando de seus pesadelos (ou visões) como um “mapa” para a sua sobrevivência, um adendo para a filha mais nova de Peter que faz a criança mais histérica de todas em filme do gênero fazendo a filha do Tom Cruise em Guerra dos Mundos parecer um amor, isso pode irritar bastante ao ponto de que você vai querer que o Alienígena de um fim logo na criança principalmente em uma cena especifica da trama e então, quando menos o telespectador imagina, o primeiro Plot Twist acontece.

“COMO ASSIM !!!!!”

Se você acompanhou o filme com desdém desde o inicio essa reviravolta lhe vai fazer o ver com outros olhos (ou não) e a trama que era o mais clichê possível se torna um mar de questionamentos por parte do telespectador que não vai ter que esperar até o fim da película para entender e logo em seguida toda a trama que pareceria que ia ficar com pontas soltas devido aos acontecimentos do primeiro Plot Twist explode de vez a cabeça de todos com o segundo Plot Twist amarrando todas as pontas que ficaram soltas, isso acontece em questão de minutos não deixando o telespectador respirar podendo deixar o mais sensível a reviravoltas desnorteado com tantas informações.

Em resumo Extinção é um bom filme com um roteiro incrível que beira ao inesperado, alguns personagens podem parecer irritantes como a filha de Peter e sua esposa e outro podem parecer bastante rasos com o caso do patrão de Peter que é interpretado por Mike Colter que faz o Luke Cage, mas a culpa ao meu ponto de vista não chega a ser do ator e sim da trama que não o oferece um papel de destaque, outro ponto fraco pode ser os efeitos especiais que parecem bastante com filmes produzidos pelo canal SyFy, mas isso não estraga a experiência que o filme proporciona.

Fiquem com o trailer:

Texto por: Bruno Fonseca