Análise: A morte te dá parabéns (2017)

O feitiço do tempo encontra Pânico em a morte te dá parabéns.

Nos anos 80 e 90 os filmes de terror eram uma grande fatia do mercado cinematográfico, nos entregando filmes como Halloween, Olhos Famintos, A Hora do pesadelo , Sexta feira 13, Pânico entre outros. Esse boom de filmes de terror perdeu força a partir do momento em que o publico saturou dessa temática, fazendo com que o medo e susto não se tornasse tão forte, porém em A morte te dá parabéns conseguimos ter uma releitura do gênero muito divertida e bem executada.

Numa tentativa de reavaliar a estrutura dos filmes de terror temos nesse filme um conceito muito interessante…. e se você estivesse preso em um único dia de sua vida onde no fim você sempre é morto por um serial Killer? É ai que conhecemos Tree (Jessica Rothe), uma patricinha mesquinha e egoísta que acorda no dia de seu aniversário de ressaca no quarto de Carter (Israel Broussard) e após esbanjar todo seu egoísmo e arrogância com todas as pessoas que passam por seu caminho acaba sendo assassinada por alguém vestindo a mascara do mascote da equipe de futebol americano da universidade.

O filme consegue utilizar bem o conceito de terror nos seus primeiros atos, nos entregando formas de assassinar a protagonistas e meios da mesma tentar evitar esse destino que acabam sendo cômicas e inusitadas, quebrando o peso de um filme de terror que o filme carrega em alguns momentos.

O filme vai avançando em sua história (contida no período de 24 horas da personagem) e podemos desenvolver as emoções e relações dos personagens, algo no mínimo incomum para filmes do gênero. Conhecemos os problemas dos personagens, preconceitos, pensamentos e outros detalhes que acabam se tornando fundamentais para a investigação que o espectador começa a fazer tentando descobrir quem é o assassino.

O filme busca um público jovem, e por conta disso acaba sendo um pouco bobo e superficial em muitos pontos, e no fim o principal problema do longa é ele não saber se é um filme de terror ou comédia, transitando entro os dois gêneros sem necessariamente assumir o manto de um, resultando em um filme indeciso e bagunçado em seu desenvolvimento, não aproveitando por exemplo o clima de terror para a conclusão de seu clímax que acaba sendo chocho e sem graça. Se você procura um filme leve, A morte te dá parabéns é uma boa escolha, porem o longa não aproveita todo o seu potencial e no fim, acaba se limitando a mediocridade mesmo tendo um potencial imenso em sua premissa.

NOTA:  (REGULAR)

Texto por: Luis Hunzecher