Mistérios Narrados: Lugares onde não ir #006 – São Paulo – Edifício Martinelli

O local do descanso eterno de grandes figuras históricas.

Mistérios Narrados é uma série inspirada em creepypastas, contos, histórias e relatos, narradas e produzidas por Tiago Sousa. Lugares onde não ir 006: São Paulo – Edifício Martinelli

Narração e Produção: Tiago Sousa
Edição: Luciano Munhoz

Sinopse

Atenção: algumas descrições podem afetar ouvintes sensíveis.

Há lugares onde o ar parece ser diferente. Onde as luzes parecem iluminar menos e que olhos invisíveis te olham fixamente.

Muitos desses lugares são lugares abandonados, afastados de grandes centros urbanos ou quase desconhecidos.

Porém isso não é verdade. Grande parte de nós passa por eles todos os dias, muitos inclusive os visitam com frequência.

E é sobre esses lugares que vamos falar agora. Onde o sobrenatural está presente e as pessoas não fazem ideia.

Mistérios Narrados apresenta uma nova série:

Lugares onde você não deveria ir

Sobre este episódio

Olá.

Sejam bem vindos estranhos. É bom vê-los novamente.

Parace que nossa jornada por São Paulo está terminando. Este é nosso antepenúltimo encontro para falar sobre os lugares onde não ir na cidade. Então prestem bastante atenção, pois eu deixei os melhores para o final.

Me diga Estranho: o que marca a transformação de uma cidade em metrópole? Isso mesmo.

A construção de seu primeiro arranha-céu. E vou lhe contar a mundana, e a nem um pouco mundana, história do primeiro arranha-céu de São Paulo.

O Edifício Martinelli.

Localizado no coração do centro histórico da cidade de São Paulo, foi considerado o mirante oficial da cidade desde sua inauguração, tendo uma vista privilegiada do Vale do Anhangabaú e da Catedral da Sé.

Foi idealizado pelo magnata italiano Giuseppe Martinelli e projetado pelo arquiteto húngaro Vilmos Fillinger. Sua inauguração aconteceu em 1934 mas seu funcionamento data de 1929. O próprio Giuseppe residia no local, no palacete erguido em sua cobertura, e era um símbolo de luxo e elegância da cidade.

Apesar do começo luxuoso, o edifício passou por uma época de decadência. Na década de 50, Giuseppe Martinelli passou por dificuldades financeiras e foi obrigado a vender o prédio. Ele foi renomeado como Edifício América, virou um dos maiores cortiços da cidade e começou a ser palco de crimes horripilantes.

Um desses crimes foi o caso de uma mulher conhecida como “Neide”, cujo corpo foi encontrado num canteiro de obras vizinho ao prédio. Segundo os trabalhadores que a encontraram, seu corpo estava em estado deplorável com o rosto desfigurado, inúmeras fraturas pelo corpo e o braço direito descolado do tronco. A perícia constatou que o corpo apresentava sinais de esganadura e marcas de choques elétricos nas mãos.

Outro caso notável é o de “Davilson”, um jovem de 14 anos encontrado coberto de ferimentos e com as calças descidas na altura dos joelhos. A autópsia constatou que a causa mortis foi queda de grande altura mas haviam várias escoriações no corpo não provenientes da queda. O caso foi encerrado como “acidente” mesmo com populares dizendo que no dia do ocorrido ele participava de uma das corriqueiras orgias que aconteciam nos apartamentos do prédio.

Uma jovem de 17 anos de nome “Rosa” foi encontrada morta em um dos bancos vizinhos do prédio. Um funcionário do edifício fazia hora extra quando ouviu um grande barulho na rua. Foi até a janela de seu escritório no segundo andar e viu o corpo da moça caído no térreo.

Outros crimes bárbaros que estão no histórico do local são o assassinato do garoto Davi, cujo corpo foi encontrado no fosso do elevador. Seu assassino confesso foi o criminoso conhecido como “Meia-Noite”. Outro foi o caso “Maria Thereza”, uma jovem que foi estuprada e brutalmente assassinada por 5 bandidos em um dos apartamentos.

Em 1979 a prefeitura da cidade desapropriou e revitalizou o prédio, transformando-o em um moderno condomínio comercial e sede de diversos órgãos públicos. Também foi retomado o antigo nome: Edifício Martinelli.
Mas crimes tão hediondos deixam marcas, cicatrizes. E essas cicatrizes não somem mesmo após a revitalização de suas estruturas.

O ambiente do Edifício é estranho. Mesmo modernizado, seus corredores parecem pressionar a realidade, quase como querendo engolir quem passa. O ar é espesso e em alguns pontos estranhamente frio.

E com um histórico tenebroso como esse, é óbvio que não demorou para que seus frequentadores começassem a presenciar eventos entranhos dentro das dependências do edifício.

Há relatos de avistamento de uma jovem que passa correndo pelos corredores, saindo de lugar nenhum e sumindo quando se aproxima de uma das paredes. Os antigos funcionários juram que é a menina Maria Thereza.
Frequentadores também escutam vozes estranhas e sussurros dentro do elevador, como se alguém falasse pelo lado de fora da cabine. Seria o lamento do menino Davi?

Há também o avistamento de uma mulher loira sem rosto que caminha no prédio à noite, mas ao contrário do que se relata em aparições do tipo, ela caminha na direção de quem a vê!

Agora vou contar sobre relatos que eu mesmo ouvi.

Sim estranhos. Eu estive no Martinelli por duas ocasiões e conversei com funcionários do local.

Até a próxima, Estranho.

Ouça também

Curtiu este conto? Ouça também a série Os Portadores, também produzida e narrada por Tiago Sousa, além de outros contos que você poderá conferir por aqui ou pelo feed do Papo de Louco:

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