Análise: Hereditário (2018)

Grandes sustos são substituídos por clichês genéricos em Hereditário.

HEREDITÁRIO

O exorcista, O iluminado, Psicose, são exemplos de grandes filmes de terror que conseguiram deixar um marco na história do cinema por trazer novos níveis ao que conhecemos de terror, marco esse que Hereditário tenta conseguir porem falha e nos entrega um grande emaranhado de clichês.

O enredo de uma família amaldiçoada já foi visto varias vezes no cinema, porem Hereditário nos promete novos níveis para esse enredo, ao criar uma atmosfera complexa para os personagens e mostrando que os segredos que a família mantem são parte de toda a tragédia que os assola.  Mas em meio a toda essa promessa o filme consegue apenas nos trazer uma história que vai sendo construída durante o longa para criar e aumentar a tensão, culminando em conclusões que conseguem ligar o quebra cabeça que foi criado durante todo o filme, porem muito mal executada. Os atores se esforçam, principalmente Toni Collette que faz Annie, a mãe da família amaldiçoada, mas infelizmente o filme não consegue entregar algo que consiga explorar as qualidades da atuação.

HEREDITÁRIO

Todos os detalhes que vão aparecendo no decorrer do longa são importantes, e acabam se unindo e compondo todo o plot twist em seu último ato, o que seria um mérito para o filme se a execução não fosse tão obvia e explicativa, deixando a impressão que para o diretor Ari Aster achou que o publico seria estupido para não compreender o que estava sendo mostrado na tela.

No fim Hereditário é um filme que possui boas intenções e péssimas execuções, nos entregando um terror que não consegue ser terror mergulhado em clichês.

 

NOTA:  (RUIM)

texto por: Luis Hunzecher