Análise: Mindhunter (2017)

Mindhunter é o retrato de uma mente perturbada.

Mindhunter

Se você gosta de criminologia e conhece um pouco sobre esse universo de serial Kilers deve conhecer John Douglas, agente do FBI que se tornou responsável por criar o termo serial killer apos varias entrevistas com assassinos em serie, e em Mindhunter acompanhamos a historia de Douglas, porem de uma forma um pouco diferente.

Na série dirigida por David Fincher não vamos ver em nenhum momento o nome ou menção a Douglas, mesmo a série sendo baseado no livro homônimo acompanhamos um agente que leva outro nome, Holden Ford (Jonathan Groff).

A série mostra acima de tudo a mente de Ford, mudando de um simples investigador do FBI para uma pessoa que entendeu a necessidade de entender a mente dos criminosos de uma forma menos usual possível….. Entrevistando e entendendo as motivações e sentimentos envolvidos no ato.

Se você procura uma série cheia de ação e momentos incríveis, Mindhunter não é a escolha certa, a série é muito cerebral, muito focada nos diálogos e nos impressiona com momentos simples e repentinos (algo muito comum nos filmes de Fincher), fugindo da formula de ação que a maioria dos filmes e série segue. Grande parte da série se resume a conversa, conversa entre policiais, com familiares, com desconhecidos, porem quando as conversas são com os assassinos é onde a série se destaca mostrando toda a complexidade e sadismo que existe na mente dos serial killers, principalmente na mente do primeiro entrevistado, Ed Kemper.

Vale ressaltar que todos os assassinos citados na série são reais, todos os casos citados e investigados são reais, o que torna a série muito mais perturbadora e desagradável se pensarmos que tudo o que vemos e ouvimos na série aconteceu realmente.

O clima dos anos 70, os casos investigados, o estilo noir da série e o desenvolvimento dela fazem com que Mindhunter seja uma série incrível e diferente do que estamos acostumado, mostrando que a Netflix possui versatilidade para trazer series não convencionais e bem elaboradas.

NOTA:  (BOM)

Texto por: Luis Hunzecher