Análise: Jogador Número 1 (2018)

Jogador Número 1, uma overdose de referências.

“Três chaves escondidas abrem três portões guardados
E três boas qualidades deverão ser inerentes ao errante avaliado
Quem demonstrar ter os exigidos predicados
Chegará ao fim, onde o prêmio será alcançado”

Em tempos em que vemos o mais do mesmo nos cinemas Spielberg resgata a nossa criança interior nessa maravilhosa distópica cyber aventura oitentista, e pasmem, o filme é incrível. Jogador Número 1 não fica preso 100% a sua obra literária (ainda bem, na minha opinião o meio do livro é muito arrastado e seu final muito ruim) e além de uma overdose de referências da cultura pop dos anos 80 o filme brinda o telespectador mais novo com referências atuais e isso fica implícito logo no começo da película, o clássico e o atual juntos em um mundo virtual…isso é fascinante.

Jogador Número 1 apresenta um mundo futurista distópico no qual favelas são um amontoado casas empilhadas umas nas outras em que a realidade é tão dura que a única solução é viver no mundo virtual conhecido como: OASIS, lá podemos ser o que quiser, ir para incontáveis mundos e lutar contra outros jogadores em um PVP em busca de um artefato incrível, e o melhor , tudo isso apenas usando um óculos VR ( que depois desse filme vai vender como água ), nada de plugs na nuca ou agentes malvados que querem nos matar.

Ei, aquilo ali era um Delorean ? Ai meu Deus aquela era a Tracer ! Woooooow ! essa vai ser a palavra mais dita durante as duas de filme tentar achar todas as referências é algo maravilhoso e quando é uma que realmente curtimos a felicidade é incrível.
-Eu mesmo achei um personagem de um game online que eu curto que ficou poucos segundos na tela -.
Mas o filme é apenas isso, referências jogadas em nossa cara como se fossem tortas? Não ! elas fazem parte do universo do filme, não é cansativo ou repetitivo eu espero que algum nerd level 99 consiga catalogar todas as referências que se encontram no filme.

Em resumo, Jogador Número 1 difere bastante de sua obra original. Algumas quests foram mudadas por motivos comerciais além de personagens importantes que ficaram de fora por questões de direitos autorais.
– Aaaaaah como fez falta aquele Ultraman que aparece no livro -.
Mas isso não tira o brilho do filme e certamente vai lhe fazer sair do cinema com um sorriso no rosto e com a sensação de quero mais. Podemos dizer que o mestre Spielberg voltou a fazer o que sempre fez de bom….resgatar nossa criança interior.

Texto por: Bruno Fonseca aqui é o Bruno, espero que tenham gostado do meu primeiro post aqui o Papo de Louco. Se você encontrou essa mensagem “Secreta” você está de parabéns !

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