Análise: 50 Tons de Liberdade (2018)

O último capitulo de 50 tons de cinza, a saga de sucesso fenomenal e proporcionalmente tediosa.

Depois de três filmes a jornada de  chicote, algemas, palmadas e sadomasoquismo de 50 tons chega ao fim com o filme 50 tons de liberdade. E após três filmes a pergunta para esse grande clímax é: Dois personagens atraentes e mal escritos conseguirão continuar fazendo “sexo selvagem e ousado” ? ….e literalmente, essa é a única questão que conduz a historia da trama.

O fenômeno da saga é inegável tanto nos livros quanto no cinema, arrecadando cerca de 950 milhões de dólares com os dois primeiros filmes da franquia, e o que surpreende é como uma historia que gira em torno do bonitão, rico, misterioso e bem sucedido Christian Grey (Jamie Dornan) e sua “amada”, inocente e tola Anastácia (Dakota Johnson) tentando manter uma relação baseada em sexo e peripécias na cama consegue ter um publico tão fascinado.

O filme tenta ser um thriller sexual (tal qual Instinto Selvagem e De olhos bem fechados) mas toda a tensão do filme parece boba e todas as cenas eróticas parecem ter sido escritas por uma pessoa que nunca fez sexo na vida. Colocando esses pontos na balança o filme acaba não sendo nem um Thriller muito menos um filme erótico, ele fica no meio do caminho e parece mais um vlog de pessoas ricas, fúteis e tolas.

Desde o primeiro filme a saga vem prometendo segredos, intrigas, um limite do que é prazer, dor e perigo no sexo, porem a forma que o filme executa todas essas questões parece amadora, tornando o filme cômico e ate mesmo bizarro em alguns momentos (com cena onde os personagens se lambuzam de sorvete por exemplo).

O filme apresenta o casal Grey vivendo uma vida de riqueza e felicidade juntos, porem uma misteriosa pessoa rouba arquivos pessoais de Christian forçando o casal e seus seguranças a aumentarem a cautela. A base dessa trama parece de certa forma suficiente, porem o filme esquece disso e temos muitos momentos que não deveriam ser surpresa para a personagem Anastacia. “oh meu Deus você tem um jatinho”; “Oh meu Deus, você tem um barco” ; “Oh meu Deus você comprou uma casa”, todos esses momentos já foram vivenciados nos filmes anteriores e so servem para evidenciar que mesmo depois de 3 filmes a saga continua com um roteiro raso e sem sal, somado com diálogos e um roteiro sem sentido onde as cenas não possuem nenhuma conexão ou ligação logica em alguns momentos.

Dornan ainda se esforça para vender a imagem de gala rico e perigoso que seu personagem exige, mas no fim tudo fica parecendo uma grande parodia, enquanto Dakota não consegue em nenhum momento convencer (inclusive nas cenas de prazer), parecendo que ela saiu diretamente dos sets do filme The Room (se não conhece, procure sobre essa perola). Não existe química entre o casal e consequentemente não existe relação entre eles, tudo se resume a uma esfregação de umbigo sem sentido.

A receita de 50 tons no fim parece simples, junte cenas sem graça e desnecessárias de sexo “selvagem”, momentos de ostentação mostrando que aquilo tudo existe pois os personagens são belos e ricos, uma sub trama fraca e sem sentido (que não é completamente solucionada ao final do filme) e junte isso a diálogos fracos e banais, que saem de nada a lugar nenhum. No fim 50 tons surgiu como uma fanfic de Crepúsculo, mas consegue ter um roteiro e dialogo piores do que vimos em seu originador, e consegue ser um softporn mil vezes pior do que Emanuelle.

NOTA:   (PÉSSIMO)

Texto por: Luis Hunzecher